IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

           O município de Itaberaba fica localizado no Piemonte do Paraguaçu sendo considerada Portal da Chapada Diamantina. Quando Itaberaba ainda era apenas um Sítio, Sitio São Simão, já existia em sua localização central uma capela que se tornou o marco para o surgimento do pequeno povoado. O esforço dos primeiros moradores, as famílias que residiam ao redor dessa capela, permitiu sua preservação comumente à fé cristã.

Passando por várias transformações, e estas podem ser bem observadas nas várias  fotografias no decorrer dos anos, chegou ao patamar de catedral da fé cristã : Igreja de Nossa Senhora do Rosário. O culto a Nossa Senhora teve início ainda na fazenda São Simão, do fazendeiro Antonio de Figueiredo Mascarenhas, considerada ainda uma pequena capela de orações e louvor.
À proporção que a população ao redor da capela foi crescendo, esta foi sendo modificada e ampliada para atender ao crescimento dos fiéis. Exemplo dessa ampliação foi a inclusão da sua torre no ano de 1945.
Várias histórias se perpetuam no imaginário da população, histórias que são verdadeiros testemunhos do amor a este patrimônio, algumas tristes como o da madrugada de 1º de outubro de 1957, um fato trágico veio a acontecer, a matriz agonizava em chamas, o que levou a população local a correr em sua direção na tentativa de apagar o incêndio que destruía o templo. Uns choravam, outros oravam, outros num ato de bravura e respeito retiravam as imagens sacras e alguns livros.
Nem mesmo as chamas deste incêndio foram capazes de destruir por completo a Igreja, que simboliza os fundamentos que deu início ao povoado.   Algum tempo depois, a igreja foi recuperada constituindo hoje uma das mais belas da região.
Ao entrar pela porta principal, à direita, há um belíssimo acervo de imagens sacras (aquelas mencionadas anteriormente em função do incêndio), a exemplo de Santana, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Francisco de Assis, São Benedito, Santo Antonio, São Roque, Nossa Senhora do Carmo, da Salete e das Dores, São Judas Tadeu, o Senhor dos Passos e outras.
No interior da igreja mais à frente, no altar principal está a imagem de estilo barroco da Virgem do Rosário, Padroeira de Itaberaba, a abençoar os fiéis e todos os visitantes. Atualmente a igreja passou por um reforma e continua brilhando na praça que leva seu nome.

A Igreja depois da reforma

PATRIMÔNIO IMATERIAL DE ITABERABA

Estamos aqui  neste blog conhecendo e aprendendo sobre os patrimônios materiais do nosso município, contudo, os patrimônios culturais não são apenas os bens de ordem material. Mas então, qual a diferença entre patrimônio material e imaterial?

Para que possamos entender melhor e poder diferenciar estes dois tipos de patrimônios, convidamos você  a assistir um pequeno documentário sobre Patrimônio Imaterial, que fizemos entrevistando algumas pessoas de nosso município.

Veja o vídeo




BARRAGEM DO AÇUDE JURACY MAGALHÃES JÚNIOR


Inaugurado no dia 14 de janeiro de 1933, a Barragem do Açude Público Juracy Magalhães Júnior começou a ser construído no ano de 1932. Recebeu este nome para homenagear o político Juracy Magalhães Júnior.  As barragens têm como principal função, estocar água em locais em que sua escassez é predominante.
Historicamente, o nordeste sempre sofreu com a insuficiência de água. No ano de 1932, houve uma grande seca. Em 1945, uma grande seca atinge o nordeste, sendo criado o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), que passou a desempenhar as tarefas antes atribuídas à Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, criada em 1919.[1]
Porém, a Barragem Juracy Magalhães, que foi construído sob o Rio Piranhas, não teve a finalidade de abastecer a cidade de Itaberaba, pois as águas do rio são salobras, sendo inapropriada para o consumo humano, a irrigação e no uso para construção civil. Então, a barragem do açude Juracy Magalhães acabou sendo utilizado para o lazer e para ajudar na economia de pequenos pescadores do município.
A importância da preservação desse monumento se deve pelo fato de que a Barragem do Açude Juracy Magalhães Júnior foi construída num momento em que o nordeste passava por uma grande seca, mesmo não sendo responsável pelo abastecimento de água da cidade de Itaberaba. Este é, portanto, um marco do período em que a região passava por grandes dificuldades, marcando a memória dos moradores da região.


[1] http://www.amigosdobem.org.br/texto/index.php?texto_id=253&menu_id=0

O açude hoje

MONUMENTO AO AGUADEIRO


Profissão típica da cidade de Lisboa, os aguadeiros carregavam barris de água, que eram vendidos nas cidades, funcionando como abastecimento, já que não haviam redes de fornecimentos de água naquela época.  Primeiro, os aguadeiros “faziam a distribuição de água em jegue, com cangalha[1]”. Depois, os aguadeiros passaram a arrastar os barris de madeira, com bases circulares, pneus, conhecido como “barril-de-rola”[2].
Essa profissão só durou até a chegada da água canalizada que na cidade de Itaberaba, se deu em 14 de setembro de 1958[3].  Nesse momento, foi construído o monumento em homenagem ao aguadeiro, localizado na Praça Flávio Silvany.


[1] http://portalitaberaba.blogspot.com/2009/12/prefeitura-restaura-monumento-ao.html
[2] http://portalitaberaba.blogspot.com/2009/12/prefeitura-restaura-monumento-ao.html
[3] http://portalitaberaba.com.br/2010/07/04/cronologia-itaberabense/



POR QUE PRESERVAR?



O que é patrimônio? Porque preservar? O que é tombar? O que é tombado é preservado? Essas são perguntas que passam pelas nossas cabeças, quando começamos a pensar sobre patrimônios. Muitos de nós pouco sabemos sobre essas questões, visto que não são trabalhadas em sala de aula, cabendo apenas aos meios de comunicação discutir sobre tais temas.
Patrimônio cultural acaba sendo o conjunto que inclui nossa cultura e herança coletiva, que pode abarcar uma comunidade, um estado, um país e até toda a humanidade. Porém, nem tudo é considerado patrimônio, visto que este tem que ter importância e significado para a comunidade.
Os patrimônios podem ser divididos em intangíveis e tangíveis. Os intangíveis são os que “têm uma existência mais imaterial”. Os tangíveis “são aqueles que, por materialidade, podem ser tocados”.[1]
De acordo com a Constituição brasileira, cabe a nós cidadãos e o Poder Público, proteger o patrimônio cultural brasileiro. Mas de que maneira podemos realizar tal ação? Qualquer cidadão pode ter a iniciativa de preservar algum bem que considera importante para a comunidade. “o presente não tem por que destruir o passado, assim como o passado não pode impedir a existência do presente. Os problemas desse convívio têm de ser encarados e solucionados com a participação de todos. As nossas tradições devem ser consideradas sempre que novas ações para o desenvolvimento das cidades forem necessárias dentro de um mundo em permanente transformação.”
Deve ser levada em consideração a história que cada monumento tem pra contar para nós. Porém, tombar não é garantia de preservação. E o tombamento, em relação aos bens materiais, Somente é aplicado àqueles de interesse para a preservação da memória coletiva.[2] A preservação pode ser feita, sem que o bem seja tombado; e o bem tombado, pode ser ou não preservado. Isso depende muito de nós cidadãos, visto que nos cabe observar e  exigir a preservação da nossa memória.
 “A memória é um motor fundamental da criatividade: esta afirmação se aplica tanto aos indivíduos quanto aos povos que encontram em seu patrimônio natural e cultural, material e imaterial – os pontos de sua identidade e as fontes de sua inspiração.” Unesco

Esse texto é um resumo de uma cartilha educativa lançado pelo CREA- MG, e Câmara de Arquitetura do CREA- MG. Belo Horizonte, Minas Gerais, 2004. Disponível em: http://www.crea-mg.org.br/imgs/cart_patrimonio_hist_CD.pdf


[1] http://www.crea-mg.org.br/imgs/cart_patrimonio_hist_CD.pdf
[2] http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaSecao.do?id=12576&retorno=paginaIphan

Sobre este blog

Tivemos a ideia de criar um esse blog que sirva ao propósito, que é o de contribuir com a educação patrimonial. Mais especificamente, propiciar aos alunos da rede pública do município de Itaberaba e região. O público alvo do nosso blog serão os estudantes do ensino fundamental e médio - um espaço no qual ele(a)s possam conhecer, aprender e serem despertados para a importância da preservação e valorização dos patrimônios materiais do nosso município.


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